Archive for the ‘Shows’ Category

“Expresso África”: o B2B por Viviane Oliveira, correspondente no Complexo da Maré do Viva Favela

08/09/2009

VivianePor muitas vezes passei em frente à estação ferroviária da Leopoldina, em algumas situações cheguei até muito perto, pois em frente existe o ponto final de uma linha de ônibus que peguei algumas vezes. Fiquei surpresa quando recebi o convite da produção do festival, em parceria com o Viva Favela, para ir no festival Back2Black. Sempre achei o prédio com um aspecto de abandonado e ficava imaginando como seria a estação por dentro.

Chegou o sábado, 29, e mais uma surpresa: o prédio, com cara de abandonado, parecia outro. A iluminação da fachada e a limpeza da rua davam uma beleza ao local que eu nunca tinha percebido.

Pensei que aquele edifício merecia estar sempre assim, já que faz parte da história da nossa cidade. Enfim, entrei e comecei a observar a decoração. Alguns mapas da África davam uma aula de geografia, tomara que aqueles painéis sejam aproveitados em algumas escolas, acho que os alunos iriam gostar. Por dentro, a estação também estava muito bonita e o ambiente é enorme. Nesse espaço me deparei com uma exposição de fotos africanas. Não sei dizer quem eram os fotógrafos, mas a beleza das imagens era indiscutível. Pouco depois, descobri que no início de cada atividade, as fotos subiam fazendo movimentos sincronizados. Muito bonito!

Encontrei o MV Bill antes de começar a conferência Cultura e Desenvolvimento e perguntei sobre informações do evento e a relação com os moradores da periferia. Ele, de forma muito direta, fez uma colocação sobre o preço dos ingressos, que poderia afastar a população de baixa renda.

Iniciada a conferência “Cultura e Desenvolvimento” que tinha como convidados: o rapper MV Bill, o cantor e compositor senegalês Youssou N’Dour, o cineasta sul-africano Gavin Hood e a cantora Angelique Kidjo, do Benin. Eu estranhei um pouco a tradução simultânea. Mas logo depois acostumei e acompanhei a fala dos convidados. Concordei com algumas colocações, discordei de outras, mas no geral achei o debate dinâmico e muito proveitoso.

Angelique Kidjo ressaltou à importância da educação, principalmente para as meninas, pois uma mãe educada luta pelo direito à educação de seus filhos. Identifiquei com a fala, pois sou mãe de uma menina de sete anos e luto com todas as forças para que a minha filha tenha uma boa educação.

A conferência terminou e começaram os shows. O primeiro foi o do MV Bill. Eu achei muito legal porque nunca tinha assistido a um show dele. Depois foi a vez da Banda Black Rio homenageando Tim Maia, que contou com a participação do Mano Brown, Ice Blue e Ed Motta. Os caras mandaram muito bem e levantaram a galera. Eu me diverti muito, mas o melhor ainda estava por vir: o DJ Znobia e seus dançarinos com o Kuduro de Angola. Sem desmerecer os outros artistas que mandaram muito bem, eles foram os melhores.

Eu fiquei arrepiada quando aquela batida começou a tocar e os meninos a dançar. O DJ não cansava de repetir a frase “isso é kuduro, isso é kuduro, isso é Angola” e eu não cansava de ouvir e nem conseguia parar de olhar para aqueles garotos se requebrando. Parecia que eles não tinham osso no corpo. Eu nem me atrevo a tentar copiar. Olhando para eles dançando o kuduro, eu via a África, Angola e o Complexo da Maré, que concentra o maior número de imigrantes angolanos no Rio. Pensei, naquele momento, nas crianças que moram na minha rua dançando como aqueles meninos. Imaginei que aquela apresentação poderia ser na minha comunidade ou em qualquer outra. A apresentação deles realmente me emocionou.

Depois do show teriam outros artistas, como o pessoal do Krumping e o DJ Sany Pitbull. Atravessando a passarela que fica em frente à estação, dei mais uma olhada para aquela bonita fachada, toda iluminada.

*Viviane Oliveira é moradora da Maré e participa da oficina de correspondentes multimídia oferecida pelo Viva Favela.

O Rio que pensa, dança e fala: Zuenir Ventura, sobre o Back2Black Festival

02/09/2009

coluna originalmente publicada no jornal O Globo, 02/09/2009

É daqueles eventos que, quando a gente assiste em Nova York ou Paris, lamenta: “Por que não se faz isso no Rio?” Quando se faz, valem todos os louvores. A fórmula é simples e criativa. Pega-se uma gare de trem desativada e transforma-se num museu, como foi feito com o majestoso Musée d’Orsay, que reúne talvez a melhor coleção de impressionistas do mundo. Ou então como se acaba de fazer, mais modestamente, com a velha estação da Leopoldina, transformada por três dias pelo Back2Black numa pequena África. Quem não viu não sabe o que perdeu.

O espaço, por si só, já era um espetáculo. Um vagão forrado de panos com motivos africanos serviu, por exemplo, de livraria. As antigas plataformas de embarque viraram pistas de dança e terraços com mesinhas de bar. Sucatas de máquinas de trem foram recriadas como esculturas, graças a um jogo mágico de luzes coloridas. Enfim, com recursos cenográficos como estes, além de fotos, mapas, textos distribuídos pelo espaço, Bia Lessa — e quem mais poderia ser? — fez da estação da Leopoldina uma instalação capaz de acolher a proposta “Somos todos Africanos. Somos todos humanos. Back to Black”.

Isso quanto ao décor, pois em matéria de conteúdo não sei se alguma vez se juntou aqui um elenco tão expressivo de nomes da música, da dança, da literatura, do pensamento do Brasil e de várias partes do mundo — África do Sul, Angola, Senegal, Zâmbia, Cuba, EUA, Benin, Cabo Verde — para cantar o continente africano e debater suas questões.

Estive no encerramento, junto com uma multidão, para assistir ao show “Celebração do samba”, conduzido por Mart’nalia e apresentando nomes como Luiz Melodia, Margareth Menezes, Dona Ivone Lara, além da beninense Angelique Kidjo, a cabo-verdiana Mayra Andrade e a cubana Omara Portuondo. Por dois momentos, já teria valido a pena a ida à Leopoldina: ver Dona Ivone cantando “Sonho meu” e Omara entoando “Guantanamera”. A esperança é que haja mais Back2Black e que se volte a ter a Leopoldina como espaço para outros eventos.

A linguagem universal do samba

31/08/2009

último dia do festivalA última noite do festival não poderia terminar melhor do que numa grande roda de samba. A noite era de duetos transatlânticos. Onde mais você poderia ver lado a lado a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, o angolano Paulo Flores, a beninense Angélique Kidjo e a cubana Omara Portuondo cantando com diferentes artistas da música brasileira? Pelo lado da música brasileira, diferentes estilos de cantores como Margareth Menezes, Luiz Melodia, Maria Gadú, Dona Ivone Lara Marina Lima e Rodrigo Maranhão. Comandando essa turma, uma Mart’nália esbanjando simpatia e empolgação.

No primeiro encontro da noite, o cantor angolano Paulo Flores fez uma bonita interpretação da canção “É doce morrer no mar” de Dorival Caymmi, ao lado da cantora Angelique Kidjo. Em seguida, Mayra Andrade, Margareth Menezes, Rodrigo Maranhão e Maria Gadú esquentaram o público enfocando as possibilidades rítmicas e liricas do samba e suas vertentes. Também tivemos Marina Lima  junto com Mart’nália mostrando  a influência musical afro-brasileira que permeia a sua carreira.

Tivemos grandes encontros na noite de domingo e um dos mais emocionantes foi a participação de Dona Ivone Lara ao lado de Mart’nália cantando “Sorriso negro” para uma plateia que aplaudia de pé. Outro grande nome da noite, a diva do Buena Vista Social Club Omara Portuondo fez um show para ninguém esquecer, uma participação especial de Luiz Melodia na música “Guantanamera”. A carismática Angelique Kidjo fez todos dançarem ao som da incrível versão de “Billie Jean”. A cantora era pura energia e literalmente foi pra galera cantar.

Quem viu e ouviu as apresentações percebia que as diferenças culturais eram apenas mais um ingrediente dessa mistura antropofágica que deu origem à nossa cultura afro-brasileira. O samba servia de síntese de algo maior, de um sentimento de pertencimento coletivo, compartilhado com todos que estiveram ali presentes. No fim, todos os músicos subiram ao palco para cantar o samba enredo “Kizomba, a Festa da Raça” no momento apoteótico da noite, quando integrantes da Mocidade Independente dançavam em meo ao público, que por sua vez jogava para o palco as rosas de plástico que enfeitavam as cadeiras. Nunca uma noite de domingo foi tão fabulosa.

Veja fotos do show Celebração do Samba.

No mesmo show, que será conduzido por Mart’nália, ainda se apresentam Dona Ivone Lara, Omara Portuondo (Cuba, Buena Vista Social Club), Luiz Melodia, Maria Gadú, Rodrigo Maranhão, Margareth Menezes, Paulo Flores (Angola) e Mayra Andrade (Cabo Verde).

Na noite de sábado, tudo junto e misturado

30/08/2009

bill-kJunto e misturado. Essa foi a tônica da noite de sábado do Back2Black, que reuniu no palco da Estação Leopoldina diferentes propostas culturais para falar da produção cultural feita nos guetos do mundo. O rapper MV Bill trouxe o hip-hop produzido na Cidade de Deus para mostrar que exclusão social se combate com informação e cultura. Acompanhado da irmã, K-milla CDD, Bill mostrou as músicas do seu trabalho mais recente misturando a batida do hip-hop com instrumentos de percussão e violino. O público gostou da mistura e noite estava apenas começando.

blackrioA legendária Banda Black Rio foi a segunda a se apresentar na noite. Comandada pelo músico William Magalhães, filho de Oberdan Magalhães, a banda transformou a estação Leopoldina em um grande baile black, com a direito a passinhos ensaiados, para fazer justiça ao homenageado da noite, Tim Maia. Ed Motta foi o primeiro convidado e, como um autêntico soulman, foi logo mostrando a que veio. Improvisando no comando do público, fez a plateia interagir soltando a voz em vários sucessos dele e de seu tio. Logo em seguida, a Black Rio emendou nas canções da fase Racional — foi a deixa para Mano Brown e MC Ice Blue, integrantes dos Racionais MCs, entrarem em cena para delírio do público.

krumpLogo após veio o show Encontro das Periferias, onde o DJ Znobia soltou as batidas para os dançarinos angolanos de kuduro, deixando todo mundo impressionado com o molejo. Em seguida, a dançarina e cantora Miss Prissy apresentou o krumping, juntando domínio corporal e liberdade numa apresentação forte que dialogava o tempo todo com temáticas sociais levantadas ao longo da conferência Cultura e Desenvolvimento, realizada horas antes. O DJ Sany Pitbull foi o último a subir e fez uma dupla homenagem: a Michael Jackson, que ontem faria aniversário, e ao mestre Tim Maia, numa gravação que falava da importância do negro na sociedade brasileira. No fim, todos os dançarinos subiram ao palco para mostrar que não existe barreiras para a música.

E hoje ainda tem mais! A conferência começa às 17h e o show às 19h.

Veja as fotos exclusivas do show de MV Bill, da Banda Black Rio com Ed Motta e Mano Brown, e do show Encontro das Periferias.


MV Bill se apresenta com K-mila CDD

Ed Motta e Banda Black Rio com “Sossego”, comandando passinho do público

Ed Motta canta “Fora da lei” acompanhado da Black Rio

Gil, Youssou e Marisa encantam plateia

29/08/2009

ymgA primeira noite do Back2Black foi um verdadeiro sucesso. Gilberto Gil abriu a parte musical com show acústico adaptado para o festival e cheio de referências ao continente africano. “Preparei algo especial para hoje, um repertório pigmentado, melaninado”, brincou o cantor.

Descontraído, Gil interpretou vários clássicos do seu repertório acompanhado pelos filhos Bem Gil (guitarra) e José Gil (percusão e baixo), que se revezavam no palco. Para cantar a última música da apresentação, uma convidada surpresa: Angelique Kidjo, que foi ovacionada pelo público depois de sua participação. No intervalo entre o primeiro e o segundo show, o público foi conhecer as várias atrações que aconteciam simultaneamente no vagões da estação Leopoldina.

A expectativa para o segundo show da noite era enorme. Afinal, Youssou N’Dour é considerado um dos músicos africanos mais reconhecidos do mundo, autor do hit “Seven Seconds”, em parceria com a cantora Neneh Cherry. Muito carismático, o cantor falava da importância de lançar um novo olhar sobre a África e sua diversidade cultural. A banda de apoio do músico também foi um show à parte que levou o público ao delírio pela energia e precisão. A mistura de ritmos conquistou a plateia, que teve o privilégio de ver e ouvir o incrível dueto de Marisa Monte e Youssou N’ Dour na canção Seven Seconds:

Fechando a noite, Gilberto Gil subiu ao palco de Youssou acompanhado por Marisa Monte, que exibia na camisa a frase “Cadê a ética”, para cantaram juntos a música “Blowin’ in the wind”, de Bob Dylan, com uma levada reggae e versão em português:

Hoje ainda tem muito mais. Fique ligado. Acompanhe o Back2Black Festival, direto da Leopoldina, em fotos e vídeos exclusivos, e fique ligado nas atualizações do nosso twitter.

Youssou N’ Dour e Marisa Monte cantam  Seven Seconds

Gil, Youssou e Marisa interpretam Blowin’ in the wind

Começa hoje o Back2Black Festival!

28/08/2009

ensaioHoje à noite Gilberto Gil, Marisa Monte e Youssou N’Dour sobem ao palco para abrir o Back2Black Festival. Os músicos se reuniram na tarde desta quinta-feira para ensaiar e passar os últimos detalhes do show As Vozes da África e do Brasil, que acontece às 22h, logo em seguida à conferência Construindo Utopias (que reunirá Bob Geldof, Breyten Breytenbach e José Eduardo Agualusa).

O repertório foi guardado em segredo, mas a equipe do Back2Black pode conferir de perto a super interpretação da música Blowin’ in the wind, de Bob Dylan, numa versão inédita feita exclusivamente para o encontro.

Do outro lado da cidade, a produção do festival corria, em pleno ensaio geral, para transformar a Estação Leopoldina na mega instalação “Somos todos africanos. Somos todos humanos. Back to black”, da diretora Bia Lessa, que vai abordar fatos e histórias do continente africano e suas influências no mundo usando recursos multimídia e outras surpresas. Sem sombra de dúvida, vocês vão ficar de queixo caído! Nós ficamos.

Veja a galeria de fotos do ensaio geral e dos preparativos do Back2Black Festival.

Encontro histórico no primeiro dia de ensaio

27/08/2009

omara e ivoneNesta quarta feira, 26, aconteceu o primeiro ensaio do Back2Black Festival. A equipe do Black2Black estava lá e conferiu de perto os preparativos para o grande show Celebração do Samba, que acontecerá neste domingo, 30.

O ensaio começou com o cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, que interpretou cheia de suingue a canção “Milagres do povo”. Depois Dona Ivone Lara fez um bonito dueto com Mart’nália nas canções Sorriso negro” e “Sonho meu”. O estúdio quase virou uma roda de samba, clique nas músicas para conferir. Emocionante!

Para completar, o primeiro encontro de duas grandes cantoras: Omara Portuondo, a diva do Buena Vista Social Club, e Dona Ivone Lara, que ensaiaram a canção “Marambaia”. O clima de descontração nos ensaios dava uma prévia de que o show do dia 30 será histórico.

Assista abaixo como foi esse encontro. E acompanhe no nosso canal “Direto do Back2Black” outros ensaios e a cobertura exclusiva em vídeo durante o evento. A cobertura em fotos pode ser acessada aqui.

Visite o site do Back2Black Festival e acompanhe as novidades também no Twitter.

Kuduro, funk e krumping: guetos globais se encontram no Rio

24/08/2009

Na noite do próximo sábado, dia 29, o som que chega na Estação Leopoldina é do gueto, ou melhor, dos guetos de Luanda, Rio e Los Angeles. Diferentes vertentes musicais que usam a tecnologia como linguagem e instrumento de disseminação artística.

Seja ao som do batidão, do hip hop ou do kuduro, o negócio aqui é mexer o corpo sem parar ao lado do DJ Sany Pitbull (funk carioca), DJ Znobia (kuduro de Angola) e do povo do krumping (estilo de dança do hip hop) de Los Angeles: DJ Goofy, Miss Prissy, Deuce, Bad Newz e “O”utlaw.

No domingo, dia 30, à tarde,  acontece ainda uma oficina de krumping gratuita com os dançarinos Miss Prissy, Deuce, Bad Newz e “O”utlaw no morro Santa Marta.

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Compre já o seu ingresso!

Veja o trailer do documentário Rise, do fotógrafo David LaChapelle, sobre o krumping:



Conheça um dos hits do DJ Znobia:

Veja o DJ Sany Pitbull em ação:

Promoção no twitter: “Me leva pro Back2Black”

21/08/2009

Quer assistir de graça aos shows e à palestra da próxima sexta-feira (dia 28) do Back2Black? Então participe da promoção: “Me leva pro Back2Black”.

A promoção acontece pelo twitter e funciona assim: Quanto mais gente pedir a sua presença no festival, mais chance de você tem de ganhar e levar junto um dos amigos que te indicaram.

Para participar, você deve postar no seu twitter o texto padrão abaixo:

Quero que @(nomedapessoa) vá comigo ao @back2blackfest! http://back2blackfestival.com.br #promob2b

Não perca tempo! Siga já o Back2Black no twitter e convoque seus amigos para curtir um dia no festival que vai agitar o Rio de Janeiro. A promoção vai só até as 17h de hoje, 21 de agosto.

O vencedor será anunciado pelo twitter, e o vencedor e seu amigo escolhido deverão estar seguindo o perfil do @back2blackfest para serem premiados.

# 28/agosto

Conferência:
Construindo utopias
Bob Geldof e Breyten Breytenbach
mediador José Eduardo Agualusa

Shows:
As Vozes da África e do Brasil
Gilberto Gil (show acústico)
Youssou N’Dour (participação: Marisa Monte)

MV Bill traz o bonde para a segunda noite do festival

19/08/2009

MV Bill é um dos grandes nomes do segundo dia (29) do festival Back2Black. O rapper acaba de lançar o clipe O Bonde não Para, onde estreia como diretor e roteirista. Para esse primeiro trabalho, Bill escolheu como cenário a Cidade de Deus e reuniu um elenco linha de frente: sua própria família. Estão lá Mano Juca (Pai), Dona Cristina (mãe), Kmila CDD (irmã), além de quatro sobrinhos.

Antes do show, ele participa da conferência Cultura e desenvolvimento com o cineasta sul-africano Gavin Hood e o cantor Youssou N’Dour, sendo mediado pela cineasta Kátia Lund (co-diretora de “Cidade de Deus“)

No mesmo dia ainda tem homenagem a Tim Maia, com a Banda Black Rio e convidados. Para fechar, bailão classe mil com funk (Sany Pitbull), kuduro (DJ Znobia) e krumping (DJ Goofy), cada qual com seus bailarinos mas todos juntos e misturados.

O bonde não para nunca. Veja o clipe do MV Bill:

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Live Aid e a construção de utopias, dia 28 no Rio

18/08/2009

Década de 80, o mundo se chocava com imagens de uma África devastada pela miséria, em especial a Etiópia, onde milhares de pessoas morriam de fome todos os dias. Desse contexto, surgiu em 1985 um dos maiores festivais em prol de uma causa social do mundo, o Live Aid. Estima-se que 1,5 bilhão de espectadores ao redor do globo tenham assistido, ao vivo, as 16 horas de concerto que reuniu mais de 100 artistas. No total, foram arrecadados entre 40 e 50 milhões de libras na época.

Esse mega festival surgiu a partir da visão do músico e ativista Bob Geldof, que estará no Rio de Janeiro participando do festival Back2Black, dia 28, na conferência “Construindo Utopias”, onde debaterá com o artista sul-africano Breyten Breytenbach e terá mediação do escritor angolano José Eduardo Agualusa.

No mesmo dia, ainda acontece o show As Vozes da África e do Brasil com Gilberto Gil (show acústico) e Youssou N’Dour — que recriará com Marisa Monte sua música “Seven seconds”, sucesso gravado em dueto com Neneh Cherry.

Assista ao dueto de Youssou N’Dour e Dido no Live 8 de 2005, onde cantaram “Seven seconds”:

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DJ Znobia traz o kuduro de Angola para o Rio

17/08/2009

Se você ainda não sabe o que é kuduro, prepare-se para ser conquistado pelo som eletrônico que veio dos guetos de Luanda.

Assim como o funk, o kuduro mistura batidas fortes, rápidas e uma boa dose de sensualidade na forma de dançar que fizeram o gênero se espalhar em vários países, inclusive no Brasil – onde festas como a Dancing Cheetah chacoalham a pista com o kuduro e outros ritmos do chamado “global ghettotech”.

No bailão Encontro das Periferias, no sábado 29, você vai poder ver de perto um dos principais nome da cena angolana, DJ Znobia e seus dançarinos.

Conheça o DJ Znobia em ação com o grupo Buraka Som Sistema em “Sound of Kuduro”:

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Marina Lima na cadência do samba, dia 30

16/08/2009

Não existem barreiras para a música. Na brasileira, menos ainda. Marina Lima sabe disso. Convidada para cantar no show Celebração do Samba ao lado de outros artistas brasileiros, cubanos e africanos, ela quer mais é misturar tudo numa grande epopéia afrobrasileira onde o suingue é quem dita qual é a verdadeira cadência do samba. “Vejo vários links. O samba é música negra e ninguém tem mais suingue e ginga que o negro”, afirma a cantora.

Marina Lima se apresenta dia 30 junto à cantora Angélique Kidjo, vencedora do Grammy e uma das maiores estrelas da música africana na atualidade, e prepara algumas surpresas, como uma releitura inédita para a canção Billie Jean.

No mesmo show, que será conduzido por Mart’nália, ainda se apresentam Dona Ivone Lara, Omara Portuondo (Cuba, Buena Vista Social Club), Luiz Melodia, Maria Gadú, Rodrigo Maranhão, Margareth Menezes, Paulo Flores (Angola) e Mayra Andrade (Cabo Verde).

Veja o video de Marina Lima falando sobre sua participação no festival:

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Que Beleza! Show inédito com Banda Black Rio e convidados homenageia Tim Maia

12/08/2009

A banda Black Rio sobe ao palco no dia 29 para um show exclusivo em homenagem ao grande mestre da soul music brasileira, Tim Maia. Entre os convidados especiais desse encontro estão: Ed Motta, Mano Brown e Mc Ice Blue dos Racionais MCs, que vão revisitar os clássicos imortalizados por Tim Maia.

Ídolo de várias gerações, o Síndico influenciou artistas de diferentes gêneros como suas canções que, segundo o próprio, “metade é esquenta-sovaco e a outra metade mela-cueca”. Frasista nato, ele fez história e revolucionou ao lançar os místicos discos “Tim Maia Racional 1 e 2“, que hoje são referências de sua discografia.

Há exatos 35 anos, parte dessa história começava a ser escrita quando cantou pela primeira vez na televisão a clássica “Que Beleza” na inauguração do Teatro Bandeirantes em 12 de agosto de 1974. Na época, ele falava de um “certo livro que estava lendo”, que deu origem a uma dos discos mais importantes da black music brasileira.

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Gilberto Gil e Margareth Menezes sobre o Back2Black Festival

08/08/2009

Duas das atrações do Back to Black Festival, Gilberto Gil (que toca na primeira noite, dia 28) e Margareth Menezes (que participa da Celebração do Samba no dia 30), registraram algumas palavrinhas sobre a importância de um evento como este. Confira abaixo:

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Miss Prissy e o Krumpin’

08/08/2009

Uma das partes cruciais do nosso Encontro das Periferias é a dança, representada pelo Krumpin’. O estilo surgiu em Los Angeles, inicialmente conhecido como Clown Dancin’ ou Clowning (algo como “a dança do palhaço”), e ganhou notoriedade no documentário Rize, do fotógrafo David LaChappelle.

Miss Prissy é um dos grandes expoentes do estilo, e no vídeo abaixo você pode conhecer um pouco mais da carreira dessa dançarina.

A apresentação de Miss Prissy e o Encontro das Periferias (que reunirá ainda o funk e o kuduro de Angola no mesmo palco) acontecem no sábado, dia 29 de agosto.

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