Archive for the ‘Programação’ Category

“Expresso África”: o B2B por Viviane Oliveira, correspondente no Complexo da Maré do Viva Favela

08/09/2009

VivianePor muitas vezes passei em frente à estação ferroviária da Leopoldina, em algumas situações cheguei até muito perto, pois em frente existe o ponto final de uma linha de ônibus que peguei algumas vezes. Fiquei surpresa quando recebi o convite da produção do festival, em parceria com o Viva Favela, para ir no festival Back2Black. Sempre achei o prédio com um aspecto de abandonado e ficava imaginando como seria a estação por dentro.

Chegou o sábado, 29, e mais uma surpresa: o prédio, com cara de abandonado, parecia outro. A iluminação da fachada e a limpeza da rua davam uma beleza ao local que eu nunca tinha percebido.

Pensei que aquele edifício merecia estar sempre assim, já que faz parte da história da nossa cidade. Enfim, entrei e comecei a observar a decoração. Alguns mapas da África davam uma aula de geografia, tomara que aqueles painéis sejam aproveitados em algumas escolas, acho que os alunos iriam gostar. Por dentro, a estação também estava muito bonita e o ambiente é enorme. Nesse espaço me deparei com uma exposição de fotos africanas. Não sei dizer quem eram os fotógrafos, mas a beleza das imagens era indiscutível. Pouco depois, descobri que no início de cada atividade, as fotos subiam fazendo movimentos sincronizados. Muito bonito!

Encontrei o MV Bill antes de começar a conferência Cultura e Desenvolvimento e perguntei sobre informações do evento e a relação com os moradores da periferia. Ele, de forma muito direta, fez uma colocação sobre o preço dos ingressos, que poderia afastar a população de baixa renda.

Iniciada a conferência “Cultura e Desenvolvimento” que tinha como convidados: o rapper MV Bill, o cantor e compositor senegalês Youssou N’Dour, o cineasta sul-africano Gavin Hood e a cantora Angelique Kidjo, do Benin. Eu estranhei um pouco a tradução simultânea. Mas logo depois acostumei e acompanhei a fala dos convidados. Concordei com algumas colocações, discordei de outras, mas no geral achei o debate dinâmico e muito proveitoso.

Angelique Kidjo ressaltou à importância da educação, principalmente para as meninas, pois uma mãe educada luta pelo direito à educação de seus filhos. Identifiquei com a fala, pois sou mãe de uma menina de sete anos e luto com todas as forças para que a minha filha tenha uma boa educação.

A conferência terminou e começaram os shows. O primeiro foi o do MV Bill. Eu achei muito legal porque nunca tinha assistido a um show dele. Depois foi a vez da Banda Black Rio homenageando Tim Maia, que contou com a participação do Mano Brown, Ice Blue e Ed Motta. Os caras mandaram muito bem e levantaram a galera. Eu me diverti muito, mas o melhor ainda estava por vir: o DJ Znobia e seus dançarinos com o Kuduro de Angola. Sem desmerecer os outros artistas que mandaram muito bem, eles foram os melhores.

Eu fiquei arrepiada quando aquela batida começou a tocar e os meninos a dançar. O DJ não cansava de repetir a frase “isso é kuduro, isso é kuduro, isso é Angola” e eu não cansava de ouvir e nem conseguia parar de olhar para aqueles garotos se requebrando. Parecia que eles não tinham osso no corpo. Eu nem me atrevo a tentar copiar. Olhando para eles dançando o kuduro, eu via a África, Angola e o Complexo da Maré, que concentra o maior número de imigrantes angolanos no Rio. Pensei, naquele momento, nas crianças que moram na minha rua dançando como aqueles meninos. Imaginei que aquela apresentação poderia ser na minha comunidade ou em qualquer outra. A apresentação deles realmente me emocionou.

Depois do show teriam outros artistas, como o pessoal do Krumping e o DJ Sany Pitbull. Atravessando a passarela que fica em frente à estação, dei mais uma olhada para aquela bonita fachada, toda iluminada.

*Viviane Oliveira é moradora da Maré e participa da oficina de correspondentes multimídia oferecida pelo Viva Favela.

“Expresso África”: o B2B por Michel Fernandes, o Don, correspondente do Viva Favela na Cidade de Deus

03/09/2009

DonSai de casa na Cidade de Deus às 18 horas e parti para a Leopoldina. Ao chegar no hall da portaria me deparei com vários painéis enormes mostrando vários dados geográficos e culturais do continente africano, como idiomas falados em cada país, quantidade de mortos em cada conflito, mapa dos países africanos e o nome dos seus colonizadores europeus.

Fiquei honrado por ser de uma comunidade carente (em todos os sentidos) e poder obter aquelas informações que desconhecia e que de fato são bem preciosas no que diz respeito à minha descendência e origem do meu povo. Sinceramente sentia felicidade e tristeza. Felicidade por saber o quanto que meu continente de origem é rico culturalmente e triste com os dados de mortos em conflitos étnicos, não me lembro exatamente essas informações, mas elas me surpreenderam demais.

Mais adiante entramos no saguão principal onde havia uma exposição de fotos e televisões que exibiam documentários com vários assuntos relacionados ao continente africano. Eu amo fotografia e fui ver os painéis, de aproximadamente 2 metros, alinhados e pendurados por cabos de aço formando corredores. Nessas fotografias me deparei com situações de cotidiano e cultura daquele continente. Encontrei fotos de crianças e idosos, homens e mulheres, ricos e pobres, príncipes e plebeus, as crenças e religiões; um vasto acervo  que me fez perceber o quanto África influenciou o mundo culturalmente.

Dentro de cada fotografia, crescia uma vontade de explorar e conhecer as minhas origens. Após ver os painéis observei que no teto do espaço estavam vários painéis com informações sobre a economia e geografia do continente. Uma informação chamou minha atenção, pois falava da quantidade de riquezas minerais produzidas em solo africano. Descobri que 40% do ouro produzido no mundo vem de terras africanas. A pergunta que ficou na minha cabeça era: como é possível tanta riqueza gerar a pobreza que vemos no continente?

Também vi que grande parte da transação comercial no continente é feita via África do Sul. Imagine o potencial econômico que existe lá por lá? Dá para fazer uma comparação com a situação de comunidades carentes, como a minha, que estão atrasadas em relação a outras regiões da cidade, tanto na economia, educação e cultura devido à questão da violência, falta de oportunidades e descaso do governo.

A conferência começou com Angelique Kidjo, que ressaltou o trabalho que desenvolve dando bolsas de estudos para as meninas africanas e acrescentou também que o ser humano precisa parar de individualizar e trabalhar junto, independente da cor, crença e cultura.

Youssou N’Dour lembrou, na sequência, que a música pode ser considerada mais um idioma e que a mesma pode ajudar a desenvolver novas idéias. O cineasta Gavin Hood ressaltou a importância da educação para gerar desenvolvimento social no continente africano.

MV Bill, o mais aplaudido da noite, e morador da minha comunidade, honrou muito bem a oportunidade que teve para falar sobre a cultura e o desenvolvimento. Começou falando da sua contribuição na área social, através dos seus projetos de livros e documentário. Bill também abordou a falta de afrodescendentes na TV brasileira e frisou que a educação no país é um artigo de luxo e que as pessoas precisam aprender a ser protagonistas da sua própria história.

Após a conferência fui para uma área na plataforma de embarque, que virou uma pista de dança, com dois ambientes: um lounge e black music (anos 60 e 70), quando encontrei um amigo da minha comunidade, o João, integrante de uma companhia de teatro, a Bem Brasil.

Na volta pra casa, senti alegria por ter participado desse evento e, dentro do ônibus, vendo as ruas escuras, silenciosas e vazias da Cidade de Deus, a  tristeza veio à tona pelo fato de muitos estarem dormindo e inconscientes das nossas origens, da nossa cultura e de tantas coisas que possam contribuir para uma mudança social da minha comunidade. “Um povo sem conhecimento do seu passado, origem e cultura é como uma árvore sem raízes”, diria  Bob Marley.

** Michel Fernandes (Don) é morador da Cidade de Deus, MC e participa da oficina de correspondentes multimídia oferecida pelo Viva Favela.

O Rio que pensa, dança e fala: Zuenir Ventura, sobre o Back2Black Festival

02/09/2009

coluna originalmente publicada no jornal O Globo, 02/09/2009

É daqueles eventos que, quando a gente assiste em Nova York ou Paris, lamenta: “Por que não se faz isso no Rio?” Quando se faz, valem todos os louvores. A fórmula é simples e criativa. Pega-se uma gare de trem desativada e transforma-se num museu, como foi feito com o majestoso Musée d’Orsay, que reúne talvez a melhor coleção de impressionistas do mundo. Ou então como se acaba de fazer, mais modestamente, com a velha estação da Leopoldina, transformada por três dias pelo Back2Black numa pequena África. Quem não viu não sabe o que perdeu.

O espaço, por si só, já era um espetáculo. Um vagão forrado de panos com motivos africanos serviu, por exemplo, de livraria. As antigas plataformas de embarque viraram pistas de dança e terraços com mesinhas de bar. Sucatas de máquinas de trem foram recriadas como esculturas, graças a um jogo mágico de luzes coloridas. Enfim, com recursos cenográficos como estes, além de fotos, mapas, textos distribuídos pelo espaço, Bia Lessa — e quem mais poderia ser? — fez da estação da Leopoldina uma instalação capaz de acolher a proposta “Somos todos Africanos. Somos todos humanos. Back to Black”.

Isso quanto ao décor, pois em matéria de conteúdo não sei se alguma vez se juntou aqui um elenco tão expressivo de nomes da música, da dança, da literatura, do pensamento do Brasil e de várias partes do mundo — África do Sul, Angola, Senegal, Zâmbia, Cuba, EUA, Benin, Cabo Verde — para cantar o continente africano e debater suas questões.

Estive no encerramento, junto com uma multidão, para assistir ao show “Celebração do samba”, conduzido por Mart’nalia e apresentando nomes como Luiz Melodia, Margareth Menezes, Dona Ivone Lara, além da beninense Angelique Kidjo, a cabo-verdiana Mayra Andrade e a cubana Omara Portuondo. Por dois momentos, já teria valido a pena a ida à Leopoldina: ver Dona Ivone cantando “Sonho meu” e Omara entoando “Guantanamera”. A esperança é que haja mais Back2Black e que se volte a ter a Leopoldina como espaço para outros eventos.

A linguagem universal do samba

31/08/2009

último dia do festivalA última noite do festival não poderia terminar melhor do que numa grande roda de samba. A noite era de duetos transatlânticos. Onde mais você poderia ver lado a lado a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, o angolano Paulo Flores, a beninense Angélique Kidjo e a cubana Omara Portuondo cantando com diferentes artistas da música brasileira? Pelo lado da música brasileira, diferentes estilos de cantores como Margareth Menezes, Luiz Melodia, Maria Gadú, Dona Ivone Lara Marina Lima e Rodrigo Maranhão. Comandando essa turma, uma Mart’nália esbanjando simpatia e empolgação.

No primeiro encontro da noite, o cantor angolano Paulo Flores fez uma bonita interpretação da canção “É doce morrer no mar” de Dorival Caymmi, ao lado da cantora Angelique Kidjo. Em seguida, Mayra Andrade, Margareth Menezes, Rodrigo Maranhão e Maria Gadú esquentaram o público enfocando as possibilidades rítmicas e liricas do samba e suas vertentes. Também tivemos Marina Lima  junto com Mart’nália mostrando  a influência musical afro-brasileira que permeia a sua carreira.

Tivemos grandes encontros na noite de domingo e um dos mais emocionantes foi a participação de Dona Ivone Lara ao lado de Mart’nália cantando “Sorriso negro” para uma plateia que aplaudia de pé. Outro grande nome da noite, a diva do Buena Vista Social Club Omara Portuondo fez um show para ninguém esquecer, uma participação especial de Luiz Melodia na música “Guantanamera”. A carismática Angelique Kidjo fez todos dançarem ao som da incrível versão de “Billie Jean”. A cantora era pura energia e literalmente foi pra galera cantar.

Quem viu e ouviu as apresentações percebia que as diferenças culturais eram apenas mais um ingrediente dessa mistura antropofágica que deu origem à nossa cultura afro-brasileira. O samba servia de síntese de algo maior, de um sentimento de pertencimento coletivo, compartilhado com todos que estiveram ali presentes. No fim, todos os músicos subiram ao palco para cantar o samba enredo “Kizomba, a Festa da Raça” no momento apoteótico da noite, quando integrantes da Mocidade Independente dançavam em meo ao público, que por sua vez jogava para o palco as rosas de plástico que enfeitavam as cadeiras. Nunca uma noite de domingo foi tão fabulosa.

Veja fotos do show Celebração do Samba.

No mesmo show, que será conduzido por Mart’nália, ainda se apresentam Dona Ivone Lara, Omara Portuondo (Cuba, Buena Vista Social Club), Luiz Melodia, Maria Gadú, Rodrigo Maranhão, Margareth Menezes, Paulo Flores (Angola) e Mayra Andrade (Cabo Verde).

O futuro da África

30/08/2009

conf30“O problema da África não é apenas político. O mundo não vê o continente como um participante na economia global. Até isso acontecer, não vamos progredir muito”. Essa foi algumas das constatações apontadas pela economista Dambisa Moyo durante a conferência A África na Construção do Mundo. O Futuro., no último dia do Back2Black Festival.

Mediado pelo historiador Alberto da Costa e Silva, o debate acalorado pôs em cheque a ajuda humanitária ao continente África por parte de outros países, e se ela é realmente efetiva para mudar a realidade social. Para Gilberto Gil, essa ajuda vem travestida de outros interesses:

“Os recursos que, a principio, deveriam ser encaminhados para países africanos servem para pagar a própria estrutura dessas agência humanitárias. A ajuda humanitária vindo de países desenvolvidos são uma forma implantar seus interesses econômicos, pois não existe uma troca de tecnologia.”

Segundo Dambisa Moyo, ninguém pergunta aos africanos sobre o que precisa mudar no continente. Moyo também criticou o fato de celebridades serem mais ouvidas sobre temas relativos à África do que os líderes africanos e fez uma provocação:

“Vocês perguntariam a uma celebridade como fazer para controlar a inflação ou direcionariam essa pergunta para o Presidente Lula? É isso que acontece atualmente quando falamos no continente africano. O mundo dá mais atenção às celebridades do que aos líderes locais”. Moyo foi aplaudida de pé.

Para Gil, a colonização foi mais perversa na África do que em outros lugares e o continente vive atualmente um dilema: “A institucionalização nos países africanos foi feita pela metade e hoje o continente vive um dilema: tentar ser mais um igual a tantos modelos que existem, ou buscar algo novo? Essa pergunta tem que ser respondida pelos africanos e também pelo mundo”.


Na noite de sábado, tudo junto e misturado

30/08/2009

bill-kJunto e misturado. Essa foi a tônica da noite de sábado do Back2Black, que reuniu no palco da Estação Leopoldina diferentes propostas culturais para falar da produção cultural feita nos guetos do mundo. O rapper MV Bill trouxe o hip-hop produzido na Cidade de Deus para mostrar que exclusão social se combate com informação e cultura. Acompanhado da irmã, K-milla CDD, Bill mostrou as músicas do seu trabalho mais recente misturando a batida do hip-hop com instrumentos de percussão e violino. O público gostou da mistura e noite estava apenas começando.

blackrioA legendária Banda Black Rio foi a segunda a se apresentar na noite. Comandada pelo músico William Magalhães, filho de Oberdan Magalhães, a banda transformou a estação Leopoldina em um grande baile black, com a direito a passinhos ensaiados, para fazer justiça ao homenageado da noite, Tim Maia. Ed Motta foi o primeiro convidado e, como um autêntico soulman, foi logo mostrando a que veio. Improvisando no comando do público, fez a plateia interagir soltando a voz em vários sucessos dele e de seu tio. Logo em seguida, a Black Rio emendou nas canções da fase Racional — foi a deixa para Mano Brown e MC Ice Blue, integrantes dos Racionais MCs, entrarem em cena para delírio do público.

krumpLogo após veio o show Encontro das Periferias, onde o DJ Znobia soltou as batidas para os dançarinos angolanos de kuduro, deixando todo mundo impressionado com o molejo. Em seguida, a dançarina e cantora Miss Prissy apresentou o krumping, juntando domínio corporal e liberdade numa apresentação forte que dialogava o tempo todo com temáticas sociais levantadas ao longo da conferência Cultura e Desenvolvimento, realizada horas antes. O DJ Sany Pitbull foi o último a subir e fez uma dupla homenagem: a Michael Jackson, que ontem faria aniversário, e ao mestre Tim Maia, numa gravação que falava da importância do negro na sociedade brasileira. No fim, todos os dançarinos subiram ao palco para mostrar que não existe barreiras para a música.

E hoje ainda tem mais! A conferência começa às 17h e o show às 19h.

Veja as fotos exclusivas do show de MV Bill, da Banda Black Rio com Ed Motta e Mano Brown, e do show Encontro das Periferias.


MV Bill se apresenta com K-mila CDD

Ed Motta e Banda Black Rio com “Sossego”, comandando passinho do público

Ed Motta canta “Fora da lei” acompanhado da Black Rio

Cultura e desenvolvimento em discussão no Back2Black

29/08/2009

seminario29O segundo dia do festival começou com a conferência Cultura e Desenvolvimento, que apontou os principais desafios para um maior intercâmbio entre o continente africano e o Brasil. A cineasta Kátia Lund, mediadora da palestra, citou, como exemplo, a dificuldade de exibição de filmes produzidos na África no nosso país. “Só para vocês terem uma ideia, um filme de baixo orçamento paga a mesma taxa de uma mega produção. Precisamos repensar isso. Eventos como o Back2Black servem de oportunidade para pensar a construção de uma ponte cultural”, diz.

MV Bill falou da sua trajetória e da importância dos movimentos sociais para o desenvolvimento de um povo. Durante o debate, o rapper levantou a questão do racismo velado que persiste na sociedade e fez uma comparação com as telenovelas: “É muito raro um casal de protagonista negro dentro de uma novela”.

A questão do racismo também foi levantada pelo cineasta Gavin Hood, a partir da pergunta formulada por MV Bill sobre o poder de transformação social que a cultura pode propiciar: “Eu lembro que foi através do cinema me que dei conta do racismo que existia na África do Sul”, afirmou Hood.

Angelique Kidjo e Youssou N’Dour falaram do poder da educação e das novas tecnologias como forma de integrar o continente com o mundo: “A internet está em todo lugar, inclusive na África. As pessoas estão interligadas e essa rede funciona para expandir os horizonte culturais”, pontuou Angelique.

Graça Machel cancela participação no seminário do dia 30

29/08/2009

A produção do Back2Black acaba de receber carta oficial de Graça Machel cancelando sua participação na conferência A África na construção do mundo. O futuro., que acontece neste domingo no Back2Black.

A conferência acontecerá normalmente, com a participação de Gilberto Gil e da economista Dambisa Moyo, com moderação de Alberto da Costa e Silva.

A participação foi cancelada por motivos pessoais, conforme informa a carta reproduzida abaixo.  Caso prefira devolver o ingresso e receber o valor pago de volta, o espectador deve procurar, a partir de 01/09, um dos pontos de venda da Ingresso Rápido que serão anunciados no nosso site.

Carta de Graça Machel

Maputo 28 de setembro de 2009

Tinha aceite, muito honrada, o prestigioso convite para participar da excelente iniciativa, de celebração de África no Brasil. Acontece que, inesperadamente, fiquei impossibilitada de viajar, por motivos de doença. Lamento profundamente este facto. Estou disponível, desde já, a fazer a conferência que estava agora aprazada, noutra ocasião. Neste momento, não tenho condições de prever datas, mas logo que possa deslocar-me ao Brasil, fa-lo-ei com muito prazer. Saúdo os participantes e os organizadores desta bela inicitaiva, e desejo desde logo muitos sucesso.

Atenciosamente,

Graça Machel

Gil, Youssou e Marisa encantam plateia

29/08/2009

ymgA primeira noite do Back2Black foi um verdadeiro sucesso. Gilberto Gil abriu a parte musical com show acústico adaptado para o festival e cheio de referências ao continente africano. “Preparei algo especial para hoje, um repertório pigmentado, melaninado”, brincou o cantor.

Descontraído, Gil interpretou vários clássicos do seu repertório acompanhado pelos filhos Bem Gil (guitarra) e José Gil (percusão e baixo), que se revezavam no palco. Para cantar a última música da apresentação, uma convidada surpresa: Angelique Kidjo, que foi ovacionada pelo público depois de sua participação. No intervalo entre o primeiro e o segundo show, o público foi conhecer as várias atrações que aconteciam simultaneamente no vagões da estação Leopoldina.

A expectativa para o segundo show da noite era enorme. Afinal, Youssou N’Dour é considerado um dos músicos africanos mais reconhecidos do mundo, autor do hit “Seven Seconds”, em parceria com a cantora Neneh Cherry. Muito carismático, o cantor falava da importância de lançar um novo olhar sobre a África e sua diversidade cultural. A banda de apoio do músico também foi um show à parte que levou o público ao delírio pela energia e precisão. A mistura de ritmos conquistou a plateia, que teve o privilégio de ver e ouvir o incrível dueto de Marisa Monte e Youssou N’ Dour na canção Seven Seconds:

Fechando a noite, Gilberto Gil subiu ao palco de Youssou acompanhado por Marisa Monte, que exibia na camisa a frase “Cadê a ética”, para cantaram juntos a música “Blowin’ in the wind”, de Bob Dylan, com uma levada reggae e versão em português:

Hoje ainda tem muito mais. Fique ligado. Acompanhe o Back2Black Festival, direto da Leopoldina, em fotos e vídeos exclusivos, e fique ligado nas atualizações do nosso twitter.

Youssou N’ Dour e Marisa Monte cantam  Seven Seconds

Gil, Youssou e Marisa interpretam Blowin’ in the wind

Construindo e desconstruindo utopias no primeiro seminário

29/08/2009
Bob Geldof

Bob Geldof

O Back2Black Festival começou quente com a conferência Construindo Utopias. De um lado, o escritor sul-africano Breyten Breytenbach, notório por sua luta contra o apartheid, ao mesmo tempo em que apresentou números alarmantes da realidade africana, também apontou como sua grande utopia pessoal a existência de uma África que tenha sua importância reconhecida e valorizada.

“Esqueçam a utopia”, contrapôs o cantor e ativista político Bob Geldof em sua fala. “A utopia leva ao genocídio, porque a utopia de uma pessoa pode ser  a desgraça de outra. O futuro deve ser construído coletivamente.”

Serão três dias de debate que  proporcionarão visões singulares do continente africano sobre temas complexos, em busca de soluções construídas de forma coletiva, como afirma  Bob Geldof: “O paradigma do futuro deve ser cooperação e não competição”.

Começa hoje o Back2Black Festival!

28/08/2009

ensaioHoje à noite Gilberto Gil, Marisa Monte e Youssou N’Dour sobem ao palco para abrir o Back2Black Festival. Os músicos se reuniram na tarde desta quinta-feira para ensaiar e passar os últimos detalhes do show As Vozes da África e do Brasil, que acontece às 22h, logo em seguida à conferência Construindo Utopias (que reunirá Bob Geldof, Breyten Breytenbach e José Eduardo Agualusa).

O repertório foi guardado em segredo, mas a equipe do Back2Black pode conferir de perto a super interpretação da música Blowin’ in the wind, de Bob Dylan, numa versão inédita feita exclusivamente para o encontro.

Do outro lado da cidade, a produção do festival corria, em pleno ensaio geral, para transformar a Estação Leopoldina na mega instalação “Somos todos africanos. Somos todos humanos. Back to black”, da diretora Bia Lessa, que vai abordar fatos e histórias do continente africano e suas influências no mundo usando recursos multimídia e outras surpresas. Sem sombra de dúvida, vocês vão ficar de queixo caído! Nós ficamos.

Veja a galeria de fotos do ensaio geral e dos preparativos do Back2Black Festival.

Black Soul Train: pra dançar como dança o black

28/08/2009
Black Soul Train

Black Soul Train

Além de assistir aos shows e palestras do Back2Black, quem estiver no festival também vai poder circular no vagão Black Soul Train, um lounge em plena Estação Leopoldina.

Nesta sexta-feira, 28, ocupam o vagão o Rádio África, o Comfusões Sound System, MC Jovem Cerebral e convidados. Os dois combos que concentram musica africana apresentam o afro hip-hop, o afrobeat e os afrogrooves de todos os tempos e gerações.

A Rádio África vem diretamente de Salvador e é especializada em música africana de todas as épocas e países, apresentando boa música de pista africana para encher os nossos ouvidos. Comfusões Sound System é um projeto do produtor musical Maurício Pacheco (fundador do grupo Stereo Maracanã), feito ao longo de anos de pesquisa e viagens à Africa. Maurício lançou esse ano na Europa o CD Comfusões vol. I, remixando clássicos da música de Angola, que recebeu excelentes críticas e chegou ao TOP 20 de World Music europeu. Maurício convida MCs do hip hop carioca, como o MC Jovem Cerebral, fazendo um set que mistura a música africana com hip hop e funk.

BLAX

BLAX

No sábado, 29, o lounge Black Soul Train recebe a festa BLAX. Os DJs Zé Octavio, Preto Serra e Paulo Futura prestam homenagem ao movimento black rio com o máximo da soul music nos moldes dos primeiros bailes cariocas dos anos 70.

A festa BLAX, referência da nova geração do black soul carioca, aporta na Estação Leopoldina e aproveita a ocasião para trazer de volta a atmosfera dos primeiros bailes de funky-soul dos anos 70, época do movimento black rio. Na mesma noite em que o festival conta com o show da Banda Black Rio e convidados, a festa BLAX vai criar o complemento ideal com o melhor da black music de todos os tempos. Além do maximum em funk, soul e rhythm n’ blues, a BLAX apresenta as imagens que rolam nos telões da festa que acontece há mais de três anos na casa Cinemathèque (onde a festa é residente), uma miscelânea de trechos de filmes da era blaxploitation, apresentações de ícones da soul music, matérias de revistas e jornais, fotos e videos raros da época do movimento black rio.

Digital Dubs

Digital Dubs

No domingo, 30, quem conduz o Black Soul Train são o Rádio Africa e o Digital Dubs Soundsystem. O combo Rádio Africa dessa vez divide o lounge com o primeiro soundsystem carioca, o grande Digital Dubs. African dancehall com pérolas do reggae, dub e rocksteady. O Digital Dubs, já velho conhecido dos amantes reggae, dub e dancehall, chega disparando os mais poderosos dubs e riddims do planeta.

Confira a programação completa do Back2Black Festival e garanta seu ingresso!

Encontro histórico no primeiro dia de ensaio

27/08/2009

omara e ivoneNesta quarta feira, 26, aconteceu o primeiro ensaio do Back2Black Festival. A equipe do Black2Black estava lá e conferiu de perto os preparativos para o grande show Celebração do Samba, que acontecerá neste domingo, 30.

O ensaio começou com o cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, que interpretou cheia de suingue a canção “Milagres do povo”. Depois Dona Ivone Lara fez um bonito dueto com Mart’nália nas canções Sorriso negro” e “Sonho meu”. O estúdio quase virou uma roda de samba, clique nas músicas para conferir. Emocionante!

Para completar, o primeiro encontro de duas grandes cantoras: Omara Portuondo, a diva do Buena Vista Social Club, e Dona Ivone Lara, que ensaiaram a canção “Marambaia”. O clima de descontração nos ensaios dava uma prévia de que o show do dia 30 será histórico.

Assista abaixo como foi esse encontro. E acompanhe no nosso canal “Direto do Back2Black” outros ensaios e a cobertura exclusiva em vídeo durante o evento. A cobertura em fotos pode ser acessada aqui.

Visite o site do Back2Black Festival e acompanhe as novidades também no Twitter.

Gilberto Gil e Dambisa Moyo: “A África na construção do mundo. O Futuro.”

26/08/2009
Dambisa moyo

Dambisa Moyo

No domingo, dia 30, às 17h, o tema da palestra do Back2Black Festival será o futuro. Para discutir a importância da África nesse processo de construção, Graça Machel, (ex-ministra da Educação e Cultura de Moçambique e esposa de Nelson Mandela), Gilberto Gil e a economista zambiana Dambisa Moyo (apontada pela revista Time como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo) contarão com a mediação do africanista Alberto da Costa e Silva.

O escritor angolano José Eduardo Agualusa, curador das conferências do Back2Black Festival, aponta a linha de condução da mesa A África na construção do mundo. O Futuro:

O Brasil é, em larga medida, uma criação de África. O mesmo se pode dizer dos Estados Unidos, de Cuba, e de muitos outros países americanos. A cultura africana, da música às artes plásticas, vem influenciando a cultura contemporânea de uma boa parte dos países europeus. Contudo o continente continua a ser visto como um lugar sem esperança. Nesta mesa vai procurar discutir-se o futuro de África e a sua relação com o mundo. Deve África contar com as suas próprias forças para se desenvolver – ou deve esperar pela ajuda dos países mais ricos?

Após o seminário, às 19h, haverá o show inédito Celebração do Samba, também na Estação Leopoldina:

19h – Show: Celebração do Samba – Conduzido por Mart’nália
Participação: Brasil – Dona Ivone Lara, Marina Lima, Luiz Melodia, Maria Gadú, Rodrigo Maranhão e Margareth Menezes; África – Angélique Kidjo, Paulo Flores e Mayra Andrade; Cuba – Omara Portuondo

Visite o site do Back2Black Festival e acompanhe as novidades também no Twitter.

Compre já o seu ingresso!

Gavin Hood, Youssou N’Dour e MV Bill discutem “Cultura e desenvolvimento” no sábado

25/08/2009

Neste sábado, às 20h, o Back2Black Festival enfocará a relação entre cultura e desenvolvimento. Discutirão o tema o cineasta sul-africano Gavin Hood, o cantor Youssou N’Dour, considerado “a voz da África”, e o rapper e ativista MV Bill, contando com a mediação de Kátia Lund, co-diretora de Cidade de Deus.

O escritor angolano José Eduardo Agualusa levanta as questões pertinentes ao tema Cultura e Desenvolvimento:

A intenção desta mesa é discutir a forma como as diversas expressões artísticas, da literatura ao cinema passando pela música popular, podem contribuir para criar debate, e promover a democratização e o desenvolvimento nos países africanos, e, no caso do Brasil, das comundades exclúidas de origem africana. Será também interessante comparar os modelos de exclusão no Brasil e em África – e as experiências em curso para os ultrapassar e construir um futuro mais justo.

Após o seminário, haverá três grandes shows, também na Estação Leopoldina:
22h – MV Bill
23h30 – Banda Black Rio em um tributo a Tim Maia. Convidados especiais: Ed Motta, Mano Brown e MC Ice Blue (Racionais MCs)
01h – Encontro das Periferias: Funk Carioca (DJ Sany Pitbull e dançarinos), Kuduro de Angola (DJ Znobia e dançarinos), Krumping de Los Angeles (DJ Goofy, Miss Prissy, Deuce, Bad Newz e Out Law)

Visite o site do Back2Black Festival e acompanhe as novidades também no Twitter.

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Kuduro, funk e krumping: guetos globais se encontram no Rio

24/08/2009

Na noite do próximo sábado, dia 29, o som que chega na Estação Leopoldina é do gueto, ou melhor, dos guetos de Luanda, Rio e Los Angeles. Diferentes vertentes musicais que usam a tecnologia como linguagem e instrumento de disseminação artística.

Seja ao som do batidão, do hip hop ou do kuduro, o negócio aqui é mexer o corpo sem parar ao lado do DJ Sany Pitbull (funk carioca), DJ Znobia (kuduro de Angola) e do povo do krumping (estilo de dança do hip hop) de Los Angeles: DJ Goofy, Miss Prissy, Deuce, Bad Newz e “O”utlaw.

No domingo, dia 30, à tarde,  acontece ainda uma oficina de krumping gratuita com os dançarinos Miss Prissy, Deuce, Bad Newz e “O”utlaw no morro Santa Marta.

Visite o site do Back2Black Festival e acompanhe as novidades também no Twitter.

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Veja o trailer do documentário Rise, do fotógrafo David LaChapelle, sobre o krumping:



Conheça um dos hits do DJ Znobia:

Veja o DJ Sany Pitbull em ação:

Dambisa Moyo: “África não precisa de ajuda, mas de investimento”

21/08/2009
Dambisa moyo

Dambisa Moyo

Nos últimos 50 anos, foram enviados ao continente africano aproximadamente US$ 1 trilhão através da ajuda de países ricos que, segundo a economista zambiana Dambisa Moyo, só agravaram os problemas de corrupção e pobreza.

Dambisa é autora do recente livro Dead Aid (“Ajuda Morta”), que condena as doações feitas por esses países como forma eficaz de desenvolvimento econômico para o continente. Segundo ela, desenvolver o comércio na região é o caminho para uma real mudança socioeconômica no continente.

A economista estará presente na conferência A África na construção do mundo. O Futuro, no domingo 30, junto à ativista Graça Machel (esposa de Nelson Mandela) e Gilberto Gil. A mediação será feita pelo africanista membro da Academia Brasileira de Letras Alberto da Costa e Silva.

Nessa mesa serão discutidos rumos para o continente e qual a relação com o resto do mundo.  Deve a África contar com as suas próprias forças para se desenvolver ou esperar pela ajuda dos países mais ricos?

Venha e participe desse debate, que será seguido pelo grande e inédito show Celebração do Samba.

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Promoção no twitter: “Me leva pro Back2Black”

21/08/2009

Quer assistir de graça aos shows e à palestra da próxima sexta-feira (dia 28) do Back2Black? Então participe da promoção: “Me leva pro Back2Black”.

A promoção acontece pelo twitter e funciona assim: Quanto mais gente pedir a sua presença no festival, mais chance de você tem de ganhar e levar junto um dos amigos que te indicaram.

Para participar, você deve postar no seu twitter o texto padrão abaixo:

Quero que @(nomedapessoa) vá comigo ao @back2blackfest! http://back2blackfestival.com.br #promob2b

Não perca tempo! Siga já o Back2Black no twitter e convoque seus amigos para curtir um dia no festival que vai agitar o Rio de Janeiro. A promoção vai só até as 17h de hoje, 21 de agosto.

O vencedor será anunciado pelo twitter, e o vencedor e seu amigo escolhido deverão estar seguindo o perfil do @back2blackfest para serem premiados.

# 28/agosto

Conferência:
Construindo utopias
Bob Geldof e Breyten Breytenbach
mediador José Eduardo Agualusa

Shows:
As Vozes da África e do Brasil
Gilberto Gil (show acústico)
Youssou N’Dour (participação: Marisa Monte)

MV Bill traz o bonde para a segunda noite do festival

19/08/2009

MV Bill é um dos grandes nomes do segundo dia (29) do festival Back2Black. O rapper acaba de lançar o clipe O Bonde não Para, onde estreia como diretor e roteirista. Para esse primeiro trabalho, Bill escolheu como cenário a Cidade de Deus e reuniu um elenco linha de frente: sua própria família. Estão lá Mano Juca (Pai), Dona Cristina (mãe), Kmila CDD (irmã), além de quatro sobrinhos.

Antes do show, ele participa da conferência Cultura e desenvolvimento com o cineasta sul-africano Gavin Hood e o cantor Youssou N’Dour, sendo mediado pela cineasta Kátia Lund (co-diretora de “Cidade de Deus“)

No mesmo dia ainda tem homenagem a Tim Maia, com a Banda Black Rio e convidados. Para fechar, bailão classe mil com funk (Sany Pitbull), kuduro (DJ Znobia) e krumping (DJ Goofy), cada qual com seus bailarinos mas todos juntos e misturados.

O bonde não para nunca. Veja o clipe do MV Bill:

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Live Aid e a construção de utopias, dia 28 no Rio

18/08/2009

Década de 80, o mundo se chocava com imagens de uma África devastada pela miséria, em especial a Etiópia, onde milhares de pessoas morriam de fome todos os dias. Desse contexto, surgiu em 1985 um dos maiores festivais em prol de uma causa social do mundo, o Live Aid. Estima-se que 1,5 bilhão de espectadores ao redor do globo tenham assistido, ao vivo, as 16 horas de concerto que reuniu mais de 100 artistas. No total, foram arrecadados entre 40 e 50 milhões de libras na época.

Esse mega festival surgiu a partir da visão do músico e ativista Bob Geldof, que estará no Rio de Janeiro participando do festival Back2Black, dia 28, na conferência “Construindo Utopias”, onde debaterá com o artista sul-africano Breyten Breytenbach e terá mediação do escritor angolano José Eduardo Agualusa.

No mesmo dia, ainda acontece o show As Vozes da África e do Brasil com Gilberto Gil (show acústico) e Youssou N’Dour — que recriará com Marisa Monte sua música “Seven seconds”, sucesso gravado em dueto com Neneh Cherry.

Assista ao dueto de Youssou N’Dour e Dido no Live 8 de 2005, onde cantaram “Seven seconds”:

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